O ano de 2017 começou
pipocando, e para provar isso tivemos o anúncio e estreia de vários
filmes incríveis. Hoje trago ao blog (EDM de Açaí), a crítica,
análise, do filme Resident Evil 6: O Capítulo Final.
Mesmo sabendo que essa
análise veio um pouco tarde, venho dizer o que achei da
superprodução de cinema.
O filme como bem diz a
sinopse, começa logo depois dos acontecimentos do quinto (Resident
Evil 5: Retribuição), com Alice numa devastada Washington, tomada
por zumbis, e armas biológicas, seu objetivo, é retornar para
Raccon City, para a Colmeia (Laboratório de segurança e
experimentos virais da Umbrella), para matar os responsáveis pelo
apocalipse, e salvar o mundo com um antivírus transmitido pelo ar.
A fotografia aqui é excelente, e supriu todas as necessidades dos
fãs, que queriam, e gostariam de ver um clima e cenários
pós-apocalípticos. As coisas parecem mais sujas, tem mais poeira,
só por olhar para a água, parece que ela não e boa para consumo,
isso com certeza é ponto positivo. É bom ressaltar também, que os
ambientes são assim, até o final. E logo de cara também, somos
apresentados à uma cena de ação intensa, comum em todos os longas
da saga.
Sem dar muitos
spoilers, mas o que acontece logo na parte inicial da produção –
antes da visão de Alice sobre o mundo – é um resumo de todos os
outros filmes. Um pequeno curta de mais ou menos 5 minutos conta a
história toda, falando da criação do vírus, da infecção, dos
problemas com os humanos, e a Umbrella. Por isso, se você não
lembra mais da história, ou você que nunca viu nenhum filme da
saga, fique tranquilo, eles explicam tudo.
Logo em seguida somos
apresentados à devastação, somos apresentados à ideia que o
roteiro nos mostra, que a única sobrevivente do massacre de zumbis,
humanos, é Alice. Seus amigos, guardas, companheiros, todos
morreram. E que se a Umbrella, ainda esta de pé, é por que >>>
Ela (Alice) foi traída.
CALMA galera, isso
também está na Sinopse!
O roteiro do filme,
temos que falar, é fraco. Um ponto que muita gente toca, fala, é o
roteiro, e aqui, as coisas desandam um pouco, durante todo o longa,
a única coisa que importa é que o espectador entenda, que Alice tem
uma motivação > Acabar com a Umbrella, que neste filme tem uma
premissa diferente. Umbrella, através do roteiro e história, diz
que tem e toma seus atos, de criação e produção de armas e vírus,
por causa da Bíblia Sagrada Cristã. Inferindo que o mundo, é dos
separados, dos ricos, dos poderosos. Mas apesar de essa ideia ter
aparecido aqui neste filme, fica subentendido que essa era a
motivação original da Umbrella, desde o primeiro longa, ou seja,
uma Arca de Noé, um varrimento da terra de gente impura (Na visão
da corporação claro).
Ainda falando de
roteiro, ele peca em afirmar para a heroína, que ela só tem 48
horas para salvar o mundo, ou seja, o filme é um Quick Time event! E
isso é horrível, particularmente, foi quase o que estragou a
superprodução. Por conta desse limite de tempo, Alice quase não
conversa com as pessoas que conhece pelo caminho, ela ficou tão
obcecada pelo limite dos segundos, que só se importa em matar,
correr, atirar. Os personagens, quase não respiram.
A trilha sonora é
ponto positivo também, pois de acordo com as cenas de ação, tensão
e tudo mais, elas se adequam, ou seja, aparecem na hora certa (como
todo filme precisa ser). Mas o que atrapalha o telespectador > São
os Jump Scares. Resident Evil é uma saga de ação e terror, mas o
terror do filme em algumas partes me fez rir, porque no momento que
deveríamos levar um susto, de surpresa claro, nós não levamos,
justamente pela música ir abaixando gradualmente, até não haver
mais som. Com essa pausa da música nós já entendemos o que vem por
aí né? Um Aaaaaarrrgrghhhh, mas infelizmente, não dá, as cenas de
Jump Scare são totalmente recheadas de um barulho absurdo e alto,
que faz você querer tapar os ouvidos ao invés de te dar um susto.
SPOILER
ALERT!
Falando de
personalidade e personagens, o que chama a atenção durante todo o
longa, é o fato de que no caminho para o retorno à colméia, vários
morrem, e juntando isso, com o tempo de 48 horas do roteiro, esses
personagens ficam praticamente descartáveis, (com toda a educação
claro) o ruím de tudo, é que as mortes deles, são incrivelmente
brutais, muito mesmo, cair em ventiladores ligados, ser amassado por
paredes movediças, entre outras.
Já falando da ação
do filme, como sempre, as coisas são incríveis, várias cenas
estrondosas em cima de carros, em pleno movimento, armas biológicas
novas (Inspiradas nos Jogos), e muito tiro, fazem parte do filme “O
capítulo Final”, é muito bom saber que as coisas feitas no filme
mudaram de tom, apesar de algumas coisas não terem dado muito certo,
o que mudou e realmente isso foi provado, foi terem tirado a câmera
lenta das cenas, na verdade, aqui as coisas são frenéticas, nunca
tinha visto uma coisa tão rápida na vida, com tantos chutes, socos,
tiros e explosões, o que atrapalha os que veem, ainda mais se você
for ver no cinema, numa tela gigante, são os cortes das cenas. São
muitos, muitos mesmo, se um personagem der um soco, é como se fossem
sete câmeras de ângulos diferentes gravando a mesma cena, e isso não
ajuda nem um pouco.
Juntando, roteiro,
fotografia, as armas biológicas, a história, o fechamento da
franquia, a música, nós temos um filme ótimo para o nível da
série, o que mais pode ajudar muito na nota e na vontade que o
telespectador pode ter de assistir, são as cenas finais.
O longa comporta
simplesmente um Plot-Twist Gigante, quem viu ou sabe do enredo da
história, vai se surpreender e ficar boquiaberto (talvez), com a
informação revelada no final.
Além disso, o clima e
ambientação, os efeitos especiais, o resumo para a série, deixam
Resident Evil 6: O capítulo Final, um digno e honroso filme para os
cinemas.
Mas, apesar de levar no
título a ideia de final, muitos e outros, tiveram a sensação de
que este não foi o final definitivo da série, pela frase dita de
Alice, e pela própria história que a produção leva, ficou
disfarçado que talvez tenha outro, ou mais obras.
Decididamente este é
um longa para quem gosta de ver ação frenética, monstros,
explosões, cenas tensas, e violência pouco moderada.
Nota: <8.1>
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| Resident Evil 6: The Final Chapter estreou dia 26 de Janeiro nos Cinemas Brasileiros. |

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