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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Análise: Resident Evil 6: The Final Chapter - O Capítulo Final

O ano de 2017 começou pipocando, e para provar isso tivemos o anúncio e estreia de vários filmes incríveis. Hoje trago ao blog (EDM de Açaí), a crítica, análise, do filme Resident Evil 6: O Capítulo Final.
Mesmo sabendo que essa análise veio um pouco tarde, venho dizer o que achei da superprodução de cinema.
O filme como bem diz a sinopse, começa logo depois dos acontecimentos do quinto (Resident Evil 5: Retribuição), com Alice numa devastada Washington, tomada por zumbis, e armas biológicas, seu objetivo, é retornar para Raccon City, para a Colmeia (Laboratório de segurança e experimentos virais da Umbrella), para matar os responsáveis pelo apocalipse, e salvar o mundo com um antivírus transmitido pelo ar. A fotografia aqui é excelente, e supriu todas as necessidades dos fãs, que queriam, e gostariam de ver um clima e cenários pós-apocalípticos. As coisas parecem mais sujas, tem mais poeira, só por olhar para a água, parece que ela não e boa para consumo, isso com certeza é ponto positivo. É bom ressaltar também, que os ambientes são assim, até o final. E logo de cara também, somos apresentados à uma cena de ação intensa, comum em todos os longas da saga.
Sem dar muitos spoilers, mas o que acontece logo na parte inicial da produção – antes da visão de Alice sobre o mundo – é um resumo de todos os outros filmes. Um pequeno curta de mais ou menos 5 minutos conta a história toda, falando da criação do vírus, da infecção, dos problemas com os humanos, e a Umbrella. Por isso, se você não lembra mais da história, ou você que nunca viu nenhum filme da saga, fique tranquilo, eles explicam tudo.
Logo em seguida somos apresentados à devastação, somos apresentados à ideia que o roteiro nos mostra, que a única sobrevivente do massacre de zumbis, humanos, é Alice. Seus amigos, guardas, companheiros, todos morreram. E que se a Umbrella, ainda esta de pé, é por que >>> Ela (Alice) foi traída.
CALMA galera, isso também está na Sinopse!
O roteiro do filme, temos que falar, é fraco. Um ponto que muita gente toca, fala, é o roteiro, e aqui, as coisas desandam um pouco, durante todo o longa, a única coisa que importa é que o espectador entenda, que Alice tem uma motivação > Acabar com a Umbrella, que neste filme tem uma premissa diferente. Umbrella, através do roteiro e história, diz que tem e toma seus atos, de criação e produção de armas e vírus, por causa da Bíblia Sagrada Cristã. Inferindo que o mundo, é dos separados, dos ricos, dos poderosos. Mas apesar de essa ideia ter aparecido aqui neste filme, fica subentendido que essa era a motivação original da Umbrella, desde o primeiro longa, ou seja, uma Arca de Noé, um varrimento da terra de gente impura (Na visão da corporação claro).
Ainda falando de roteiro, ele peca em afirmar para a heroína, que ela só tem 48 horas para salvar o mundo, ou seja, o filme é um Quick Time event! E isso é horrível, particularmente, foi quase o que estragou a superprodução. Por conta desse limite de tempo, Alice quase não conversa com as pessoas que conhece pelo caminho, ela ficou tão obcecada pelo limite dos segundos, que só se importa em matar, correr, atirar. Os personagens, quase não respiram.
A trilha sonora é ponto positivo também, pois de acordo com as cenas de ação, tensão e tudo mais, elas se adequam, ou seja, aparecem na hora certa (como todo filme precisa ser). Mas o que atrapalha o telespectador > São os Jump Scares. Resident Evil é uma saga de ação e terror, mas o terror do filme em algumas partes me fez rir, porque no momento que deveríamos levar um susto, de surpresa claro, nós não levamos, justamente pela música ir abaixando gradualmente, até não haver mais som. Com essa pausa da música nós já entendemos o que vem por aí né? Um Aaaaaarrrgrghhhh, mas infelizmente, não dá, as cenas de Jump Scare são totalmente recheadas de um barulho absurdo e alto, que faz você querer tapar os ouvidos ao invés de te dar um susto.
SPOILER ALERT!
Falando de personalidade e personagens, o que chama a atenção durante todo o longa, é o fato de que no caminho para o retorno à colméia, vários morrem, e juntando isso, com o tempo de 48 horas do roteiro, esses personagens ficam praticamente descartáveis, (com toda a educação claro) o ruím de tudo, é que as mortes deles, são incrivelmente brutais, muito mesmo, cair em ventiladores ligados, ser amassado por paredes movediças, entre outras.
Já falando da ação do filme, como sempre, as coisas são incríveis, várias cenas estrondosas em cima de carros, em pleno movimento, armas biológicas novas (Inspiradas nos Jogos), e muito tiro, fazem parte do filme “O capítulo Final”, é muito bom saber que as coisas feitas no filme mudaram de tom, apesar de algumas coisas não terem dado muito certo, o que mudou e realmente isso foi provado, foi terem tirado a câmera lenta das cenas, na verdade, aqui as coisas são frenéticas, nunca tinha visto uma coisa tão rápida na vida, com tantos chutes, socos, tiros e explosões, o que atrapalha os que veem, ainda mais se você for ver no cinema, numa tela gigante, são os cortes das cenas. São muitos, muitos mesmo, se um personagem der um soco, é como se fossem sete câmeras de ângulos diferentes gravando a mesma cena, e isso não ajuda nem um pouco.
Juntando, roteiro, fotografia, as armas biológicas, a história, o fechamento da franquia, a música, nós temos um filme ótimo para o nível da série, o que mais pode ajudar muito na nota e na vontade que o telespectador pode ter de assistir, são as cenas finais.
O longa comporta simplesmente um Plot-Twist Gigante, quem viu ou sabe do enredo da história, vai se surpreender e ficar boquiaberto (talvez), com a informação revelada no final.
Além disso, o clima e ambientação, os efeitos especiais, o resumo para a série, deixam Resident Evil 6: O capítulo Final, um digno e honroso filme para os cinemas.
Mas, apesar de levar no título a ideia de final, muitos e outros, tiveram a sensação de que este não foi o final definitivo da série, pela frase dita de Alice, e pela própria história que a produção leva, ficou disfarçado que talvez tenha outro, ou mais obras.
Decididamente este é um longa para quem gosta de ver ação frenética, monstros, explosões, cenas tensas, e violência pouco moderada.
Nota: <8.1>

Resident Evil 6: The Final Chapter estreou dia 26 de Janeiro nos Cinemas Brasileiros.

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